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A História Por Trás da História de – A Menina Que Brigou Com o Pente

A História Por Trás da História – A Menina Que Brigou Com o Pente

Esta história foi escrita em 2012 e teve sua primeira publicação impressa em 2014, durante o Festival da Cultura de Barra do Turvo, município do Vale do Ribeira, estado de São Paulo. Tudo começou em um belo dia, quando eu estava na casa de amigos. Havia uma moça chamada Gi que estava penteando os cabelos da filha, Luísa, que acabara de sair do banho. A menina tinha os cabelos longos e lisos, só que o cabelo havia ficado um tanto embaraçado após o banho. Enquanto a mãe a penteava, a menina reclamava dos puxões no cabelo. Eu estava sentado em um banco, na varanda da casa, quando a mãe da menina me perguntou: “— Wilson, você escreve histórias infantis, não? Ao responder que sim, a mãe continuou: “— Então por que você não escreve a história da “menina que brigou com o pente?” Essa frase ficou na minha cabeça por uns três meses. Um dia, resolvi escrevê-la e assim nasceu A Menina Que Brigou Com o Pente. No mesmo dia, fiz também as ilustrações, de maneira bastante simples, pois a ideia era dizer às crianças que elas também poderiam escrever histórias e ilustrá-las. A primeira vez que a li para crianças foi em 2013, quando trabalhei em uma das escolas da cidade de Barra do Turvo, como professor de várias disciplinas e como substituto. Foi então que um dia contei a história para uma classe do quinto ano. Para minha surpresa, as crianças aplaudiram em pé de tanto que gostaram! 

Em 2014, já trabalhando para a prefeitura da “Barra”, a então secretária de cultura teve a ideia de fazer o lançamento do livro durante a Festa da Cultura da cidade. O livro foi, assim, lançado durante o evento e foi algo muito bacana! A receptividade das pessoas foi algo muito, muito gratificante! 

Na sequência, por ser a “Barra” um município com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do estado de São Paulo, tive a ideia de fazer uma campanha para distribuição do livro para os 716 estudantes do sistema municipal de ensino. Fui atrás de patrocinadores que estivessem dispostos a colaborar. Cada livro sairia por R$ 5,00 (pouco abaixo dos R$ 5,35 que foi o preço de custo) e, em contrapartida, o patrocinador receberia, para cada livro doado, uma cartinha de agradecimento escrita pela criança recebedora. Preparei uma lista com os nomes dos patrocinadores e de cada criança que receberia o livro. No lado interior da quarta-capa, foi colada uma etiqueta com o nome do patrocinador e da criança, de modo que, se alguém quisesse conferir se sua doação havia sido entregue, poderia verificar junto à escola. Infelizmente não consegui livros suficientes para as 716 crianças; foram apenas 190, mas aqueles que patrocinaram ficaram bastante emocionados quando receberam as cartinhas, e muitos disseram que “se soubessem que seria assim, teriam contribuído com mais!”.

Em 2016, preparei uma segunda edição, com ilustrações melhoradas e umas correções gramaticais que não haviam sido feitas na primeira versão. Resolvi, também, incluir uma segunda história no final do livro: As Amigas da Menina Que Brigou Com o Pente, com o intuito de explicar para as crianças que, cuidados pessoais são sim importantes, mas o que realmente conta é a pessoa em si, seu caráter, seu coração, e não as aparências. Também foi incluída uma atividade lúdica que ajuda a criança a interpretar as mensagens que estão inseridas na história, pois, mais importante que pentear os cabelos, é obedecer a mamãe, respeitar os outros, pedir desculpas quando erramos, e lembrarmos sempre de que tudo na vida serve de aprendizado.

 

 

O que tenho observado com esse livro é que muitas pessoas se identificam com ele: acho que é muito difícil encontrar alguém que nunca “brigou com o pente”, independentemente do tipo de cabelo. Teve uma senhora (que aparentava uns 65 anos) que disse: — Ah! Esse livro é para mim! E ela comprou o livro e pediu para que eu escrevesse uma dedicatória! Tenho tido notícias de muitas crianças que passaram a pentear os cabelos depois de terem lido o livro. É bastante gratificante saber disso, pois sempre que escrevo penso em, de alguma forma, passar algo bom para as pessoas, não apenas diversão, mas, principalmente, alguma boa mensagem. E gosto de escrever em rimas por causa da musicalidade e, mesmo, do desafio que é desenvolver uma história rimando. Admiro muito os repentistas, que criam suas rimas instantaneamente! Para mim, eles são gênios, assim como os escritores de cordel! Tiro o chapéu para eles!

 

 

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