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A História Por Trás da História de – My Heart

A História Por Trás da História - My Heart

Minha vida é cheia de acontecimentos bizarros, histórias de coisas estranhas que aconteceram comigo. Um dia, lá pelos idos de 2010, me perguntaram por que eu não escrevia uma história para crianças, já que eu contava tantas histórias absurdas e, mesmo, engraçadas? Fiquei em essa ideia na cabeça, mas sem saber sobre o que escrever. A inspiração veio um dia, quando eu estava visitando uma livraria (na época eu ainda morava na Califórnia, EUA). Eu estava passando por uma fase bastante difícil em minha vida, procurando emprego, cuidando sozinho de meus dois filhos… Eu havia acabado de sair de uma entrevista para uma vaga de professor de mecanização agrícola no College de Merced e a entrevista havia sido um desastre! Antes de ir para casa, parei nessa livraria para dar um tempo e esfriar a cabeça. Uma coisa que eu acho bacana nos EUA é que lá tem livros para tudo o que se possa imaginar (e para coisas que a gente nunca imaginaria que alguém escreveria um livro, também!). Entrei na loja e fui à seção de revistas. Dentre as várias que havia, peguei uma que falava de “Self Publishing” (traduzindo, seria algo como “publique você mesmo”). Como eu nunca havia ouvido falar nisso, comecei a ler a revista. Foi aí que, lá pelas tantas, parei um pouco de ler e comecei a olhar aquela livraria, com tantas seções sobre tantos assuntos diferentes, tanto conhecimento produzido! Pensei que tudo era um mar de informação e que a gente acaba se perdendo de vontade de ler tudo aquilo. Pensei, também, que se eu fosse dar um conselho para uma criança sobre como “navegar” nesse mar de informação, que conselho eu daria? Foi aí que eu comecei a imaginar um menino, entre 8 e 9 anos, em uma biblioteca, tendo acesso a toda essa informação… E assim foi surgindo a história. Então, My Heart foi escrito em 2010, primeiramente em português e, posteriormente, reescrito em inglês. Digo reescrito por que não se pode traduzir um poema com rimas ao pé-da-letra. Ao escrever a versão em inglês, o sentido da história ficou o mesmo, mas existem algumas diferenças. A questão é que, na época, a versão em inglês acabou ficando melhor, mais concisa.  Foi a minha primeira história para “crianças”. Digo “crianças”, entre aspas, por que é uma história que serve para adultos também. Costumo dizer que é uma história pra crianças de 5 a 105 anos de idade! Um fato interessante é que, enquanto eu escrevia, em minha mente eu ouvia o 3º movimento do concerto “Inverno”, de Vivaldi. Por isso, considero essa música como sendo “a chave tonal do livro”.

O próximo passo foi ilustrar: fui atrás de ilustradores, mas isso ficava muito caro. Ao comentar a questão com amigos, me sugeriram que eu mesmo fizesse as ilustrações, e que desenhasse de um modo simples. Resolvi aceitar o desafio. Fui na internet procurar tutoriais de como ilustrar um livro. Peguei indicações de tipo de papel, tintas, diferentes técnicas… Comprei o papel indicado e um tipo de lápis de cor que depois você passa água e ele dissolve a tinta. Fiz as ilustrações e, em seguida, com um scanner, digitalizei-as.

O resultado foi outro desastre! Para amenizar as coisas, tive que retocar cada ilustração usando o mouse do computador! Melhorou um pouco, mas, mesmo assim, ficaram feias. Teve gente que gostou, mas eu não. Mas, publiquei o livro assim mesmo, pela Imgram, que trabalha com impressão por demanda. O livro ficou disponível por um tempo, cheguei a vender alguns exemplares, mas, depois, acabei retirando de circulação. Comprei, então, uma mesa digitalizadora e refiz todas as ilustrações. Aí ficaram bem melhores. Já de volta ao Brasil, uma editora americana “se ofereceu” para publicar o livro. Digo “se ofereceu” por que isso iria custar U$ 6.400,00. Até me pareceu que não estava caro na época, mas as circunstâncias me impediram de ir em frente. Com a disparada do dólar e a economia brasileira entrando em crise, a publicação da segunda edição teve que ser adiada. Por vários anos busquei alternativas pra publicar o livro, mas sempre esbarrava no custo para impressão. Fazia alguns anos que eu vinha estudando o mercado digital e as suas possibilidades, até que encontrei uma forma viável de publicação e distribuição do livro digital via Amazon KDP. Resolvi utilizar essa mídia e, enfim, tirar o My Heart da gaveta e disponibilizá-lo ao público. O livro possui uma mensagem principal e várias outras mensagens, que são repassadas através do texto em si e pelas ilustrações. Tem, também, algumas curiosidades e segredos. Por isso, achei por bem inserir detalhes sobre essas mensagens e curiosidades em um anexo, como se fosse um “guia turístico” do livro. A ideia foi fazer algo parecido a uma visita a um lugar histórico: você pode entrar sozinho nesse lugar, olhar tudo e sair; mas, se contratar um guia turístico, ele lhe mostrará e explicará curiosidades a respeito de cada detalhe do local, coisas que não se pode saber simplesmente olhando, tornando, assim, sua visita muito mais rica e proveitosa. Deste modo, o leitor pode matar a curiosidade a respeito, por exemplo, do por que os reis estão montados em cavalos de pau e usando espadas de madeira? Por que o livro tem a capa vermelha? E assim por diante. 

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